The Love (̶n̶̶o̶̶t̶) lost

The Love (̶n̶̶o̶̶t̶) lost

Vamos lá então? A vontade de escreveu surgiu hoje 31/05, do nada, se é que posso denominar assim...

Para aqueles que me conhecem bem, sabem que não sou de falar muito, porém em escrita eu consigo me desenvolver, e um dos temas que mais gosto de falar é sobre o mais temido (e também admirado por muitos), o amor.

Lembro que o jovem Marlon desde sua infância admirava os melancólicos filmes de romance, romances de novela, aquela clássica ideia de "um dia irei me casar", mal sabe ele o que realmente significava o amor, que não era apenas aquela bonita cena de novela.

Com o passar dos anos, já na adolescência (que época terrível) após algumas experiências "ironicamente" amorosas (?), conheci uma mulher, no segundo ano do ensino médio, em uma das primeiras aulas de educação física (achei romântico, não sei vocês). Em minha cabeça pensava "apenas mais uma mulher negra de tranças bonita" porém em alguns minutos a gente precisava formar um time de vôlei e, em algum espaço de tempo durante essa decisão, lembro dela comentar de ser boa de líbero, logo peço um amigo que estava decidindo chamar ela, MEUS amigos, eu nunca joguei tão bem uma partida de vôlei, chega a ser irônico mas não era por causa dela e me recordo até hoje do primeiro elogio ser "você é foda". Podem pensar que me apaixonei ai, talvez sim, porém foi só mais um dia normal após isso.

Algum tempo depois, semanas, chegamos na época de ensino médio onde temos o correio elegante, (mas era abril?), pois é, não me pergunte. Lembro que nesse dia eu estava acompanhando um colega no qual tinha recebido um certo correio elegante e ficamos pensando: "Será que é sério, ou a pessoa usou alguma coisa?" - lembro de estar escrito alguns elogios para ele, não me recordo bem quais eram. E iniciamos nossa busca atrás dessa pessoa por um tempo, até que a última pessoa na qual perguntamos se foi era justamente quem? A própria mulher negra de tranças daquele dia, chegamos de uma forma engraçada, mas não tinha sido ela. O meu colega então precisava ir para a aula e nos despedimos ali, a mesma mulher estava sentada metros da porta da sala dele, então pensei "irei me sentar por aqui já que não tenho aula por agora", sentei e peguei o meu celular para ficar passando o tempo, quando eu ouço ela comentar sobre algum vôlei no bairro dela e ela simplesmente ME CHAMOU? eu também não entendi na hora, mas eu decidi ir com ela já que a próxima aula não era lá tão importante.

Fomos, nos conhecemos melhor, me apresentou então o bairro dela, e também me recordo dela dizer "Esse ônibus quase nunca passa, e ainda vazio, graças a você" - nós rimos. E após isso tudo jogamos vôlei um pouco e me despedi para ir para casa, foi ai que passamos o nosso Instagram, terminando com um pedido que mais parecia ordem "Me avisa quando chegar, hein!", talvez tenha sido ai que eu me apaixonei. Encurtando muito a história foi um relacionamento de quase 2 anos, sem muitas brigas, muitas risadas, um amor e carinho enorme, situações engraçadas. O que me deixa "confuso" é que não conseguimos nos afastar 100% do outro, hoje sou apaixonado na mesma pessoa de 2023, a pessoa que mostrou ao Marlon o verdadeiro amor na prática, o que antes se era conhecido apenas na teoria. Um dia eu talvez possa esquecer o que um dia já fomos, ou posso seguir com a ideia que ainda está presa no fundo do meu coração - Recomeçar o que ainda não se foi perdido, mais maduros, mais apaixonados, mais seguros, afinal, é isso que sei sobre o amor, ele nunca morre.